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20130620-juventud-toma-calles-carolinaA Secretaria Nacional de Juventude, da Secretaria-Geral da Presidência da República (SNJ/SG-PR), repudia veementemente a violência empregada pela Polícia Militar nas manifestações pela redução da tarifa do transporte público que recentemente ocuparam ruas de diversas capitais brasileiras.
Em São Paulo, nesta quinta-feira (13), foram presos e feridos manifestantes pacíficos, jornalistas e demais cidadãos.

As reivindicações pela melhoria do transporte público são legítimas e tem pautado fortemente as mobilizações da juventude brasileira na luta pelo direito à mobilidade. Em prol não só dos jovens, mas de toda a população. A proposta de passe livre no transporte municipal foi eleita como prioridade pelos jovens na I e II Conferência Nacional de Juventude, em 2008 e 2011, respectivamente, nas quais participaram quase 1 milhão de brasileiros com idade entre 15 e 29 anos.

Tornar realidade um novo modelo de transporte público, que seja inclusivo e de qualidade, representa um grande desafio tanto para o poder público como para a sociedade brasileira. Para tanto, em nada contribuem a repressão policial e os excessos de alguns manifestantes registrados nos protestos.

A SNJ/SG-PR trabalha o enfrentamento à violência contra a juventude, em especial a juventude negra, como questão prioritária em sua gestão. Para isso, desenvolveu o Plano
Juventude Viva, já em funcionamento em Alagoas, e em processo de expansão para oito estados ainda este ano. O lançamento em São Paulo acontecerá no dia 12 de agosto, Dia Internacional da Juventude.

Os jovens representam 51 milhões de brasileiros que precisam de políticas que tratem do seu desenvolvimento integral. O Estatuto da Juventude, que tramita no Congresso Nacional, é um marco legal que aponta nesta perspectiva, fazendo com que o Estado reconheça, o lugar dos jovens no desenvolvimento nacional e os direitos dos brasileiros em viver plenamente a sua juventude.

Entendemos como legitimas as manifestações dos jovens brasileiros e destacamos a importância de toda a sociedade lutar pelos seus direitos e contribuir para o desenvolvimento de um país cada vez mais justo, inclusivo e democrático, a partir das suas formas de mobilização social, mas também pela necessidade de dialogo e negociação para encontrar as pactuações possíveis e as resoluções de impasses.

Secretaria Nacional de Juventude
17 de junho de 2013